Equitação.

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Equitação.

Mensagempor Angel/Devil em 23 Ago 2008, 04:40

Tópico para coisas relacionadas com equitação.
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Re: Equitação.

Mensagempor atzecs em 25 Ago 2008, 23:28

Eu sou uma coisa relacionada com equitação :)
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Re: Equitação.

Mensagempor gothic girl em 18 Abr 2009, 17:58

Amo amo amo!!

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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:08

Adoro equitação, apesar de praticar, é também uma excelente terapia para que não tem nada para fazer ao fim de semana, aconselho, iram gostar.

Já agora, alguém do forum, sabe montar a cavalo?
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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:19



O temperamento dos cavalos e o tipo de trabalho que desempenham está relacionado com a classificação de cavalos de sangue quente ou frio. Esta designação não se refere à temperatura do sangue dos cavalos, que é idêntica nas várias raças, mas sim para tipificar as raças de cavalos em dois, ou mesmo três, grupos distintos.

A designação sangue quente ou sangue frio pode levar a alguns equívocos. Sendo mamíferos, a temperatura do sangue de todos os cavalos é a mesma, rondando os 38 ºC. A distinção entre cavalos de sangue quente e sangue frio não está por isso ligada ao sangue que corre nas veias, mas sim ao temperamento do cavalo e ao tipo de trabalho que desempenha.


Sangue Quente

Os cavalos de sangue quente são animais leves, rápidos e com um temperamento fogoso. O Puro Sangue Árabe é o cavalo que melhor representa este grupo. São sobretudo utilizados em corrida, mas também participam noutros desportos.

O cavalo de sangue quente foi desenvolvido no Médio Oriente, onde a criação estava muito focada na conformação, elegância, manutenção do padrão e rapidez.

São cavalos mais frágeis em termos de resistência ao clima chuvoso e ventoso, pois estão mais adaptados à vida no deserto. Foram noutra altura símbolo de riqueza e poder nas tribos do Norte de África. Hoje em dia, estão entre os cavalos mais dispendiosos, o que de certa forma ainda os liga a uma elite, pois não podem ser mantidos no campo e necessitam de trabalho diário.

Por serem considerados os cavalos mais inteligentes, excitáveis e sensíveis, necessitam de um dono experiente que compreenda o cavalo e saiba trabalhar o seu feitio fogoso.


Sangue frio

Os cavalos de sangue frio são tipicamente cavalos pesados e altos, como por exemplo o Shire, o Frísio ou o Clydesdale. Criados para serem resistentes e fortes, são sobretudo utilizados na agricultura e em trabalhos de tracção, como o transporte de materiais. Não participam em desportos clássicos, mas têm alguns desportos específicos para o seu porte, como por exemplo, corridas de carroças.

Os cavalos de sangue frio eram os eleitos dos soldados medievais, que necessitavam de animais fortes que conseguissem transportar a própria armadura e ainda um soldado com uma armadura pesada, o que implicava geralmente centenas de quilos extra. Contudo, o espírito dos cavalos de sangue frio está muito longe do temperamento aguerrido dos cavalos de sangue quente. Os cavalos de sangue frio, tal como o nome indica, são dóceis, calmos e tolerantes.

Estes cavalos suportam bem os climas mais inóspitos da Europa.

Alguns póneis podem ser considerados de sangue frio, o que não condiz propriamente com o conceito de cavalo de trabalho no campo. Esta classificação surge sobretudo por causa do temperamento calmo e amigável de alguns póneis que os torna ideias para a convivência com crianças.


Cruzados

Os anglo-saxónicos fazem ainda a distinção entre cavalos de sangue-quente (hotblooded) e cavalos cruzados (warmblooded, ou traduzido à letra, sangue morno), embora em Portugal, a designação sangue quente seja também aplicada a todos os cavalos com influência oriental.

Os cavalos cruzados surgiram na Europa, quando o Árabe foi introduzido no Ocidente, por volta do século XV ou XVI. Os europeus começaram a utilizá-lo para aperfeiçoar as linhas dos cavalos locais e cruzando-os com cavalos de sangue frio. Hoje em dia há já raças estabelecidas em que não existem cruzamentos com outras raças, tais como o Oldenburg ou Hanoveriano. Os alemães estão aliás entre os que mais apostaram nos cavalos de peso médio. Contudo, a maioria dos registos de cavalos warmblood aceita cruzamentos entre raças, com o objectivo de criar o cavalo mais adequado para o desporto em que vai ingressar.

Os cavalos cruzados são sobretudo usados em desportos olímpicos e a grande maioria dos cavalos dos campeões são cruzados.

Estes cavalos posicionam-se em termos de porte e personalidade entre as características dos cavalos de sangue frio e as dos cavalos de sangue quente: têm um porte intermédio e não são tão excitáveis como os cavalos de sangue quente, embora não possuam a docilidade dos de sangue frio.
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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:21



Tendo em conta que o peso médio de um cavalo ronda os 500 kg e que as balanças à venda no mercado custam milhares de euros, torna-se fácil de perceber a necessidade de encontrar meios alternativos para pesar este animal.

Determinar o peso do cavalo é extremamente importante para a saúde do animal e influi em todas as vertentes da vida do cavalo. Estes são alguns aspectos em que saber o peso do cavalo é determinante:


Dieta – o peso determina as quantidades e alimentos a dar aos cavalo;
Saúde – a dosagem de medicamentos e desparasitantes são calculados de acordo com o peso do cavalo. Determinar o peso evita assim os riscos de sobre/sob dosagem.

Transporte - o cavalo tende a perder peso após o transporte, geralmente 1 a 2 kg por cada hora de viagem.

Competição – os cavalos tendem a perder peso com o stress provocado pelas provas.
Apesar de não ser tão exacto como a balança, pode-se estimar o peso do cavalo utilizando uma fita métrica e fazendo os cálculos necessários.


1º passo: Medir o cavalo

a)Deve medir o perímetro torácico do cavalo, na cilha.
b)E também a distância entre o ombro e a bacia, o ponto mais saliente.


2º passo: Calcular

Adulto

Peso = a2 x b / 11900 – Fórmula simplificada de Carroll e Huntingdon

Ou seja, multiplicar o valor que obteve da cilha por ele próprio (cilha x cilha) e depois deve multiplicar pelo valor que obteve do comprimento (cilha x cilha x comprimento) e de seguida dividir por 11900 (cilha x cilha x comprimento / 11900).

Exemplificando, um cavalo que mede 170 cm na cilha e 160 de comprimento deverá ter perto de 388 kg – 170 x 170 x 160 / 11900

Potro

O calculo do peso de um potro é diferente:

Peso = (a – 25) / 0,07

Ou seja, o peso é igual ao perímetro torácico, ao qual se retira 25 e apenas depois se divide por 0,07.

Exemplificando, um potro que tenha 120 cm de perímetro pesa 135 kg.


Existem outros cálculos mais exactos, mas a dificuldade de execução é elevada. Para o cálculo de dosagem de alimentos, medicamentos ou comparação de pesos antes/depois de uma viajem ou competição, estes cálculos são suficientes.

Para saber se um cavalo está em forma, pode fazer uma apalpação às seguintes zonas: garrote, pescoço, atrás dos ombros e costelas. Um cavalo gordo tem estas zonas cobertas com gordura, um cavalo magro tem essas zonas demasiado expostas. Num cavalo com o peso ideal, as costelas não estão visíveis, mas podem ser sentidas com o passar dos dedos.
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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:23



A

Acção – Movimento do cavalo.
Acima da mão – Movimento feito pelo cavalo, em que levanta a cabeça e estica o pescoço acima da mão do cavaleiro.
Ajudas – Sinais que o cavaleiro dá ao cavalo para este executar uma determinada acção. Existem dois tipo de ajudas: as naturais e as artificiais. As naturais, sem recurso a objectos, podem ser dadas com as mãos, pernas, deslocação do peso na sela, voz. As artificiais são dadas utilizando objectos próprios como esporas, chicote, etc.
Almofaça – Tradicionalmente é uma escova de metal usada na limpeza dos cavalos para remover a lama e o grosso da sujidade. Hoje em dia podem ser encontradas em borracha.
Alta Escola – Designação dada à equitação clássica.
Amazona – Técnica reservada à mulheres até ao século XX para montar a cavalo, colocando as duas pernas para o mesmo lado. Não era considerado apropriado, a mulher andar com uma perna de cada lado.
Andadura – Ritmo da passada do cavalo. As andaduras mais conhecidas são o Passo, Trote e Galope.
Arreios – Conjunto de peças com que se aparelha o cavalo.
Atrás da mão – Movimento feito cavalo, em que baixa a cabeça para evitar contacto.
Aziar – Aparelho com que se imobiliza um animal. Espécie de torniquete com o qual se aperta o focinho. É utilizado nos cavalos quando estes são ferrados e deve ser manejado apenas por especialistas.


B

Baio – Coloração da pelagem do cavalo de tonalidade amarelada ou dourada.
Bridão – Componente dos arreios, que serve para colocar na boca do cavalo. É composto por uma barra e duas argolas nas extremidades.
Brussa – Escova utilizada na limpeza do cavalo, composta por pêlos curtos e relativamente rijos. É utilizada depois da almofaça, para retirar o pó.


C

Cabeçada – Componente dos arreios, colocado na cabeça do cavalo. Pode ter ou não embocadura. Às cabeçadas sem embocadura, dá-se o nome de cabeçada de manjedoura.
Cardoa – Escova utilizada na limpeza do cavalo, composta por pêlos longos. Serve para retirar o pó e puxar o brilho.
Casco – O pé do cavalo
Cauda – Conjunto de pêlos longos situados na parte traseira do cavalo.
Cavalo de completo – Cavalo que participa no Concurso de Equitação Completo.
Cilha – Faixa de tecido ou cabedal usada para segurar a cela ou a carga. É apertada na parte de baixo da barriga do animal.
Concurso Completo de Equitação (CCC) – Competição equestre composta por três disciplinas: cross-country, dressage e saltos. Têm a duração de 3 dias.
Conformação – A estrutura geral de um cavalo.
Coudelaria – Local de criação de cavalos
Crina – Pêlos longos que se desenvolvem ao longo da parte superior do pescoço do cavalo.


D

Desbaste – Treino básico de um cavalo novo.
Dorso – Zona anatómica do cavalo onde é colocada a sela.
Dressage/Ensino – Disciplina equestre que visa a obtenção do controlo e obediência do cavaleiro sobre o cavalo através de ajudas imperceptíveis. É o expoente da equitação clássica.


E

Égua – cavalo do sexo feminino com mais de 4 anos.
Embocadura – Aparelho colocado na boca do animal, ligado a uma cabeçada. Pode der Dupla, ou Brida Completa.
Enduro – Corrida a cavalo de longa distância , constituído por duas modalidades: velocidade e velocidade moderada.
Equitação – Disciplina em que o cavaleiro, e não o cavalo, é julgado pelas suas capacidades de andar de cavalo.
Esporas – Peça de metal, composto por uma roseta com espinhos colocada na parte traseira da bota do cavaleiro. É utilizada para picar o cavalo e fazê-lo arrancar ou acelerar o movimento.
Estábulo – Edifício onde se recolhe os cavalos. Composto por várias boxes, ou divisões individuais para cavalos.
Estribos – Peças de metal presas à aba da sela que servem de apoio ao pé do cavaleiro.


F

Ferrador – Técnico que coloca as ferraduras aos cavalos.
Ferradura – Objecto de metal moldada em forma de U que é pregada aos cascos do cavalo. Serve para proteger o casco e aumentar a aderência ao solo.
Ferro de cascos – Objecto pontiagudo de limpeza, utilizado para remover a sujidade nos cascos do cavalo.


G

Galope – A andadura mais rápida do cavalo, composta por três batidas.
Gamarra – Componente dos arreios utilizado para limitar o movimento da cabeça do cavalo.
Garanhão – Cavalo do sexo masculino com mais de 4 anos e apto para reprodução.
Garrote – Base do pescoço do cavalo que é o ponto mais alto, quando se encontra com o pescoço baixo.
Garupa – Parte superior da zona traseira do cavalo. Parte mais alta junto ao dorso.
Guia – Corda comprida prendida à embocadura do cavalo, utilizada para conduzir o cavalo a pé.


H

Hunter – Tipo de cavalo de qualquer raça utilizado para a caça.


I

Idoso – Cavalo com mais de 9 anos


J

Jarrete – Parte anatómica do cavalo situada na zona posterior do joelho.
Jockey – Designação dada ao cavaleiro de cavalos de corrida.


L

Lazão – Pelagem do cavalo de cor vermelha-acastanhado.
Loro – Correia dupla que prende o estribo ao selim.


M

Mula – Cria de um cavalo e um burro.


P

Paddock – Zona de descanso onde se solta o cavalo.
Palomino – Tipo de cavalo caracterizado por uma cor dourada com crina e cauda branca ou loira.
Passo – A andadura mais calma, com 4 batidas.
Picadeiro – Zona delimitada para o treino do cavalo.
Pólo – Desporto praticado em cima de um cavalo com um taco com o qual se tenta acertar numa bola.
Pónei – Raça de cavalos pequenos, abaixo dos 148 cm.
Potro/Poldro – Cria de um cavalo. Até 4 anos.


R

Rédeas – Tiras de cabedal longas que rodeiam a cabeça do cavalo. São presas à embocadura do cavalo e seguras pelo cavaleiro.
Rédeas longas – Método de treino do cavalo com recuso a uma rédea longa, presa na embocadura do cavalo e segura na mão do cavaleiro. Permite que o cavaleiro treino sem estar sentado no cavalo, podendo estar a pé ou montado noutro cavalo.
Reflexo condicionado – Consistência da resposta de um cavalo quando exposto a um determinado estímulo.
Ripar – Desbaste da crina e da cauda do cavalo.


S

Salto de Obstáculos – prova em que o cavalo deve fazer um percurso com obstáculos no caminho sobre os quais deve saltar
Sangue Frio – Cavalo pertencente a uma raça, desenvolvida sem influência do Árabe e outras raças de sangue quente. Designa cavalos corpulento, geralmente de tracção, com um temperamento calmo.
Sangue Quente – Cavalos pertencentes a uma raça com influência do Árabe. Designa cavalos elegantes, com um temperamento fogoso.
Sela – Assento acolchoado onde o cavaleiro se senta no cavalo.


T

Testeira – Componente dos arreios colocada na testa do cavalo para protecção do mesmo.
Trote – Andadura de velocidade intermédia, composta por 2 batidas. O cavalo movimenta-se com as patas simétricas na diagonal, ou seja, move a pata direita da frente com a pata esquerda de trás ao mesmo tempo e a pata esquerda da frente com a para direita de trás.


V

Volteio – modalidade equestre, em que o cavaleiro pratica ginástica montado num cavalo em andamento.
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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:25



Todos os cavalos necessitam de uma limpeza frequente, quer estejam no estábulo ou no campo, para que permaneçam saudáveis. Isso implica cuidar da pele, pêlo e pés do animal.

Pode não ser um trabalho agradável, mas as vantagens de uma higiene cuidada são muitas:


Eliminação da sujidade
Funciona como uma massagem ao cavalo
Ajuda a tonificar os músculos do animal
Activa a circulação
Aprofunda a relação de confiança entre o cavaleiro e cavalo


Cuidados Diários

A limpeza deve ser feita antes de montar o cavalo. Embora seja suficiente “sacudir o pó” antes do exercício, deve tentar aprofundar a limpeza do cavalo sempre que puder. Uma limpeza a fundo pode demorar cerca de uma hora, mas o cavalo irá agradecer-lhe o tempo dispensado. Para dar uma maior sensação de segurança, a limpeza deve ser feita em locais bem iluminados.

Pelagem

A limpeza do corpo do cavalo deve começar com uma almofaça, uma escova muito útil para remover lama e marcas de suor. Esta escova activa a circulação sanguínea e liberta a tensão dos músculos. As almofaças de borracha são a melhor opção. As de metal podem magoar o cavalo e as de plástico podem desenvolver bicos devido à fricção.

Em cavalos mais sujos ou mantidos no campo pode utilizar a brussa em conjunto com a almofaça. A escovagem deve ser feita em círculos, podendo ser vigorosa em cavalos não desbastados. A zona com ossos salientes é particularmente sensível, por isso, as passagens com a escova devem ser mais leves. Comece no topo do pescoço e com movimentos circulares contra-relógio, desça até à cernelha e escove o dorso e a garupa.

Ajuste a pressão de acordo com as reacções do cavalo. Se o animal ****** as orelhas e se mostrar agitado é porque não está a gostar.

Utilize uma cardoa para escovar o pêlo, a crina e a cauda. Deve começar pela crina, depois escovar o resto do corpo e por fim a cauda. Para escovar a crina e a cauda, comece no topo e penteie madeixa a madeixa. Avance apenas alguns centímetros de cada vez. Há quem defenda que a cauda não deve ser escovada, mas sim penteada utilizando os dedos, para não estragar o pêlo e manter o aspecto natural. Independentemente da sua opção de pentear com as mãos ou com a escova, não se deve colocar directamente atrás do cavalo em qualquer das situações. Opte por ficar ao lado do animal e puxar para si a cauda. Para facilitar a escovagem, pode aplicar produtos desembaraçantes que tornam o pêlo mais maneável e brilhante, protegendo também do sol.

O corpo deve ser escovado com movimentos circulares e depois deve ser feita uma passagem final no sentido do crescimento do pêlo. Enquanto escova, inspeccione o cavalo. Procure lesões, altos ou qualquer anomalia. A zona da barriga é uma das áreas mais sensíveis. Tenha cuidado e avance lentamente. Com uma escova mais suave, ou um pano de algodão, faça uma última passagem para conferir brilho e remover os últimos vestígios de sujidade.

Depois de ter limpo todo o corpo avance para a cauda. Tenha uma esponja aparte para limpar o couto da cauda. Esta esponja deve estar húmida e não deve ser utilizada noutras regiões do corpo.

Aplique repelente e protector solar, se as condições atmosféricas o justificarem. Se vai montar o cavalo, evite colocar estes produtos na zona da sela, para que a zona não fique escorregadia.

Focinho

Com a cardoa ou uma escova de fios macios, escove o focinho do cavalo, retire a sujidade das bordas das orelhas e no resto do focinho em geral. Proteja os olhos do cavalo do pó que se solta. Passe uma esponja húmida junto dos olhos e narinas.

Patas

Deslize a mão pela pata do cavalo, aperte ligeiramente a zona do tendão na parte inferior da perna e levante a pata. Com o ferro de cascos limpe os quatro cascos do cavalo, retirando a sujidade alojada na sola e junto à ferradura. Verifique se o casco tem um aspecto saudável e se não há sinais de infecção ou rachas.

Aplique um óleo nos cascos do cavalo para proteger e hidratar a zona, mas faça-o apenas sob a orientação do veterinário.

Massagem

A última parte da limpeza serve para proporcionar relaxamento ao cavalo. Passe pelo corpo do animal uma luva própria, geralmente feita de crina ou couro.


Precauções especiais

Frio

No Inverno, não destape completamente o cavalo para o limpar. Opte por dobrar o cobrejão, expondo apenas as partes que está a limpar no momento.

Posicionamento

Nunca se posicione atrás do cavalo, pois este pode-se assustar e dar coices.


Cavalos no campo

Os cavalos no campo necessitam da maior parte dos cuidados acima descritos. Contudo, a utilização de algumas escovas, como a cardoa, não deve ser tão intensiva. Isto porque a pele do cavalo é protegida por uma camada oleosa que a torna impermeável. Essa camada é danificada com uso prolongado das escovas no dorso. Os cavalos mantidos no estábulo estão a maior parte das vezes abrigados da chuva e não dependem da camada oleosa para se manterem secos.

Banho

Lavar com água e champô pode por vezes ser necessário. Apesar de ser só aconselhado no Verão, os cavalos de competição costumam ser submetidos a banhos mais regularmente. Quando escolhe lavar a pelagem ou até mesmo o corpo do cavalo, deve escolher um sítio com chão em cimento ou pelo menos que não se torne lama, quando a água começar a cair. Prepara-se para ficar bastante molhado, por isso não use a roupa que usaria apenas para escovar o animal. Coloque umas luvas de borracha para proteger as mãos.

Crina

A crina e a cauda do cavalo podem ter de ser lavadas quando a pelagem estiver gordurosa e o tempo estiver quente. Existem diversos produtos específicos para cavalos, incluindo champôs com repelentes de insectos. Para lavar a crina, passe com uma esponja molhada em água morna sobre o pêlo. Aplique o champô com cuidado, para que não molhe os olhos ou as orelhas. Comece a trabalhar no topo da crina e vá descendo. Aplique também amaciador próprio, se pretender obter um melhor resultado. Por fim, retire o excesso com água morna. Seque a crina com uma toalha e limpe também as zonas que foram molhadas, como as espáduas.

Cauda

Para lavar a cauda utilize também um champô específico e humedeça a cauda com água morna. Se desejar, aplique amaciador. Depois, escove os pêlos com uma cardoa. Sacuda a cauda para retirar o excesso de água e enxugue com uma toalha. Para obter melhores resultados pode ligar a cauda com uma ligadura seca.

Corpo

Só deve ser dado banho ao cavalo como último recurso. A pele demora dias a repor os óleos que a protegem, fazendo com o cavalo esteja mais vulnerável ao frio e chuva. Contudo, se achar necessário limpar o cavalo com água, pode-lhe dar banho se os dias estiverem quentes. A lavagem do cavalo deve ser feita no pico do sol, quando este estiver mais forte e longe de correntes de ar. Molhe o animal com uma esponja húmida e aplique o champô. Comece por baixo, primeiro os pés e por último o dorso. Depois, passe água abundantemente começando no topo e terminando nas patas. Retire o excesso com uma escova apropriada. Por fim, seque com uma toalha. Pode optar por fazer o cavalo andar para secar a pelagem. Desta forma vai diminuir as hipóteses de o cavalo se rebolar na terra para secar o pêlo. Durante os dias seguintes, o cavalo poderá necessitar de ser coberto com o cobrejão.
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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:28



Manter um cavalo dá trabalho, mas desde que consiga encontrar um bom equilíbrio entre exercício e alimentação e ter as condições necessárias para alojar um animal deste porte, não é particularmente complicado mantê-lo de boa saúde. O principal é saber a que deve estar atento, qual o comportamento normal do cavalo e reconhecer os sinais de mau estar físico ou psicológico.

O veterinário é o melhor aliado do dono no tratamento de cavalos e deve ser solicitado sempre que o cavalo exibir algo fora do comum.


Sinais de vida

Os sinais vitais do cavalo são bons indicadores de saúde do animal. Os donos que se familiarizam desde cedo com eles, conseguem mais rapidamente detectar situações anómalas, descobrindo as doenças mais cedo. Para isso, os donos devem habituar-se a recolher dados sobre os sinais vitais do cavalo mesmo quando este se apresenta saudável.

Pulsação

O coração do cavalo bate entre 35 a 40 vezes por minuto. Em exercício, a pulsação pode mesmo chegar aos 180 batimentos por minuto. Mas em repouso, se o cavalo apresentar consecutivamente mais de 60 batimentos por minutos, é sinal de que está demasiado agitado ou em stress. Menos de 30 batimentos por minuto, ou pulsação demasiado ténue, podem indicar que o coração do cavalo não está a bombear sangue suficiente. O sítio de mais fácil acesso para verificar a pulsação é na parte de baixo da cabeça, perto do maxilar.

Temperatura

O mercúrio nos termómetros sobe normalmente até aos 38ºC num cavalo. A subida de uma grau centígrado não deve desvalorizada. Um cavalo com 40ºC encontra-se com febre e numa situação preocupante. Contudo, lembre-se que um cavalo após o exercício terá o corpo mais quente. O clima também influencia a temperatura do cavalo e nos dias quentes, o mercúrio pode subir um pouco mais.

Respiração

Em média um cavalo respira entre 8 a 12 vezes por minuto, sendo que depois do exercício pode chegar a inspirar e expirar 16 vezes. Para observar a respiração do cavalo, pode estar a tento ao movimento das narinas ou da barriga. Uma outra forma é auscultando a zona da traqueia. A duração das inspirações deve ser igual à das expirações. Em situações comuns, a respiração do cavalo deve ser imperceptível.



Observações regulares

A melhor forma de manter a saúde do cavalo “debaixo de olho” é aproveitar os cuidados diários que tem de ter na manutenção do animal para verificar se existe alguma alteração em relação ao estado normal.

Alimentação

A alimentação dos cavalos não deve apenas ser controlada por questões de peso. A falta de apetite é um sintoma de doença relevante e fácil de reconhecer. O cavalo deve pastar, quando é libertado no terreno verde. Na hora das refeições, o cavalo deve comer a quantidade normal de comida que lhe é dada e no mesmo intervalo de tempo.

Pêlo

O cavalo deve ter o pêlo brilhante e a pele com elasticidade. Ao escovar o cavalo, examine a qualidade do pêlo: certifique-se de que não há peladas, de que os fios crescem por igual e que o pêlo se mantém junto ao corpo.

O cavalo nunca deve estar suado, exceptuando quando acaba o exercício (nestas situações deve ser exercitado levemente; nunca ponha um cavalo suado na box). Transpiração e pêlo molhado sem razão aparente são motivo para uma visita do veterinário.

Fezes e urina

A altura de limpar o estábulo é uma boa oportunidade para analisar as fezes e urina dos cavalos. As fezes devem ser sólidas e húmidas. A quantidade varia com o indivíduo, mas qualquer desvio do normal é facilmente perceptível. A urina deve ter uma cor amarelada. Se apresentar uma tonalidade escura, deve chamar o veterinário. Verifique também a quantidade de água ingerida pelo cavalo. Água em excesso ou em menor quantidade do que a necessária são prejudiciais à saúde do animal.

Postura

O cavalo acusa a maioria dos seus problemas através da sua postura. Deslize regularmente as mãos pelo corpo do cavalo e verifique se os flancos não estão demasiado contraídos.

As ferraduras devem estar desgastadas uniformemente e o cavalo não deve mostrar relutância em apoiar os membros no chão.

Comportamentos

O cavalo não deve ter movimentos descontrolados, mas também não deve permanecer imóvel. Entre alguns comportamentos que indicam doença estão o balancear de um lado para o outro e tentar cabecear o estômago.



Sinais de doença

O mais importante sinal de doença é a alteração de padrões. Qualquer indicação que lhe pareça fora do comum deve ser dada a conhecer ao veterinário. Aqui ficam alguns dos sinais de doença mais comuns.

Olhos

Os olhos dos cavalos são vivos e sempre alerta. Se o animal tiver os olhos inchados, revirar os olhos ou se apresentar um olhar mortiço, a saúde do animal pode estar comprometida.

Secreções dos olhos ou nariz

Os cavalos costumam ter alguma secreção sobretudo do nariz, geralmente após esforço físico. Conhecendo a quantidade normalmente produzida por cada indivíduo, sempre que reparar em secreções em excesso ou secreções de cor amarela, chame o veterinário.

Agitação

Pulsação e respiração acelerada podem ser sinónimo de stress ou desconforto. Para além de afectar o estado mental dos animais, o stress enfraquece o sistema imonulógico, contribuindo para a baixa de defesas em relação a vírus, por exemplo.

Letargia

O cavalo não é um predador, mas sim presa, e está por isso naturalmente atento a tudo o que se passa em seu redor. Num cavalo, a apatia é um sinal de doença.

Caroços

Pequenos altos sob a pele podem indicar a existência de tumores e devem ser observados por um veterinário o mais rapidamente possível.

Coxear

Se desconfia de que o cavalo está com algum problema nas patas e não nota nada de diferente a passo, dê uma volta ao picadeiro a trote. Qualquer dor será posta à vista nesta altura.
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Re: Equitação.

Mensagempor Beijinho em 10 Jun 2009, 17:35

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